Se há coisa pela qual eu anseio todos os dias é andar de transportes públicos, principalmente depois de estar habituada a ir sempre de carro para a faculdade.
Mas não pensem que venho para aqui dizer que as pessoas deviam saber o significado da palavra “banho” e da expressão “todos os dias”, nem pensar, venho falar das preciosidades, das relíquias do povo português nas carreiras (a.k.a. camioneta ou autocarro).
Mas não pensem que venho para aqui dizer que as pessoas deviam saber o significado da palavra “banho” e da expressão “todos os dias”, nem pensar, venho falar das preciosidades, das relíquias do povo português nas carreiras (a.k.a. camioneta ou autocarro).
Há uns dias ia eu para a faculdade, a ouvir a bela da minha musiquinha. Saio do comboio em Algés, e lá vou eu toda contente apanhar o 723. Entro no 723, sento-me e paro a minha musiquinha.
Abençoada a hora em que parei a musiquinha. Porquê?
Porque nos dois bancos ao meu lado estavam sentados os dois rapazes com mais conhecimento musical que eu conheço.
Primeiro, um (vamos-lhe chamar Américo), saca do telemóvel e faz aquilo que todos nós gostamos, mete musica para todas as pessoas ouvirem. Lá porque o telemóvel estava a 20cm do focinho, não significa que ele oiça, por isso toma lá, musiquinha para a carreira toda. Ao menos era Metallica.
Até agora, mais ou menos, tudo bem. O melhor (no meu ponto de vista) vem agora.
Lá o Américo mete a musica e diz:
“Aya Metallica, isto sim” – (de referir que como a musica estava com um volume acentuado, para o rapaz do lado (suponhamos Inácio) ouvir o Américo também teve que aumentar o impulso nas cordas vocais)
E o outro, o Inácio, mais esperto que o Américo diz:
“Pff, metallica. Epah o que tu tens mesmo que ouvir é,
Red Hot Chili PAPERS
e
The OffspringS”
Aiiii, Américo e Inácio…então?
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